domingo, 24 de novembro de 2013

Menina do rio...



do mato
do cio
da terra
do fogo
do vento;
que nada!
contra a maré...


“Sempre que penso nas mulheres, me vem a imagem de um rio enorme e caudaloso que temos que atravessar. Umas apenas molham os pés e desistem, outras nadam até a metade e voltam, temendo que lhes faltem forças. Mas há aquelas que resolvem alcançar a outra margem custe o que custar. Na travessia, vão largando pedaços de carne, pedaços delas mesmas. E pode parecer aos outros que do lado de lá vai chegar uma trapo humano, uma mulher estraçalhada. Mas o que ficou pelo caminho é tão somente a pele velha. Na outra margem, chega uma NOVA MULHER”… (Zuleica Alambert)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Vou voar

E lancei-me assim ao vento
sem vacilar
pensei poder voar,
ainda penso
Ah...quando eu tiver asas...
Saudade de sentir

Não pude abrir minha janela hoje 
para não deixar a tristeza ir embora
triste e só que estou
com minha paz inquieta
fugidia da vida
que não me convém
irritada pela injustiça
que me faz refém

Quero ir embora
para minha terra 
do nunca mais
ver o horizonte
que parece terminar logo ali
e que se vai longe longe
até o limite dos meus sonhos
infinitos
proibidos
intactos 
como o orvalho 
que permanece em minha mente 
passado, presente
eternamente...

terça-feira, 5 de novembro de 2013


Sem pé nem cabeça 


Nem troncos
Nem membros

Meu corpo é uma casa muito engraçada
não fosse trágica

E se o corpo fala o meu grita
as vezes sussurra
berra
me chama de burra

Minha vida é página virada
do avesso
do nada sem fim
de tudo que há em mim
sem eira nem beira

Sem senso comum
Sem senso de humor
Sem senso de nada
Recenseamento
13 algarismos
E o IBGE escancara
Para meu nostálgico sofrer
Estou entre mais de 200 milhões de habitantes
Da Pátria amada Brasil!
Ái que saudade da musiquinha:
“Noventa milhões em ação/
Salve a Seleção...”
Era uma bosta aquele tempo...
Mas o futebol...

Recuerdos de minh’alma...